quinta-feira, 12 de junho de 2014

Osmorregulação 
(Trabalho de Grupo)





Feira da Ciência - Sintra

No dia 12 de maio de 2014, tivemos a oportunidade de participar na feira da ciência organizada pelo Centro de Ciência Viva de Sintra. Nesse dia pudemos mostrar atividades experimentais aos transeuntes de Sintra.
Foi um dia muito produtivo, que espero voltar a repetir!




quarta-feira, 11 de junho de 2014

Reflexão Final

Já terminou? O 10º ano já passou? O QUÊ?
Passou tudo tão depressa...
Este período foi mesmo pequeno, e acho que não deu tempo para mostrar aquilo de que sou capaz! Sinto que podia ter feito mais, e fiquei um pouco desiludida com a minha nota.
Mas no geral, acho que foi um excelente ano, mais complicado e mais trabalhoso que o ensino básico como é óbvio, bastante diferente, mas um ótimo ano.
Para o ano é que vai ser, EXAME NACIONAL!!! Acho que alguém vai ter que trabalhar nestas férias, para nada esquecer!
Finalmente posso dizer,
BOAS FÉRIAS!!!
PS: PRAIA ESPERA POR MIM!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Trocas gasosas em seres multicelulares

A maior parte das células realiza a respiração aeróbia para satisfazer as suas necessidades energéticas. Neste processo, para além da degradação de moléculas orgânicas, ocorre consumo de oxigénio, pelo que o fornecimento deste gás às células tem de ser continuamente assegurado. Deste processo resulta a produção de dióxido de carbono, que terá de ser removido para o exterior.


Nas plantas


As plantas apresentam, essencialmente na epiderme das folhas, estruturas com pequenos orifícios de abertura controlada, os estomas. Através dos estomas, a planta capta o oxigénio necessário à realização da respiração celular e liberta dióxido de carbono; capta o dióxido de carbono necessário à realização da fotossíntese e liberta oxigénio. Durante a transpiração, a planta também liberta vapor de água através dos estomas.
O grau de abertura dos estomas é condicionado pela quantidade de água presente nas células-guarda, determinante do seu grau de turgescência. Os ostíolos ficam abertos enquanto as células-guarda se mantiverem túrgidas, com consequente deformação das suas paredes celulares. Quando perdem água, a pressão de turgescência diminui e as células-guarda aproximam-se, encerrando o ostíolo. A variação da quantidade de água presente nas células estomáticas e, por conseguinte, da abertura do estoma é condicionada por factores como a concentração de iões (nomeadamente do ião K+, que é bombeado por transporte activo para as células-guarda, mantendo-se o estoma aberto), a disponibilidade de dióxido de carbono, a luz, a temperatura, o vento ou a quantidade de água no solo.

Fonte: http://www.cientic.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=225:trocas-gasosas-nas-plantas&catid=23:transformacao-e-utilizacao-de-energia-pelos-sere&Itemid=87



Nos animais
  
Nos animais, as trocas de gases com o meio externo realizam-se por difusão em superfícies respiratórias. Nestas superfícies, as trocas gasosas podem fazer-se por difusão direta, quando as trocas ocorrem diretamente entre as células e o meio exterior, ou por difusão indireta, quando os gases são transportados por um fluido circulante do exterior até às células, e em sentido contrário. Chama-se hematose às trocas gasosas que ocorrem ao nível das superfícies respiratórias.

As superfícies respiratórias do animais têm em comum as seguintes características:

  • São muito finas, geralmente com uma só camada de células;
  • Possuem uma grande superfície em contacto com o meio externo;
  • Encontram-se sempre húmidas;
  • Nos animais com difusão indireta são muito vascularizadas.

Fonte: PREPARAR OS TESTES - 10 - Biologia e Geologia



Hematose branquial



opérculo é uma tampa óssea protetora que se localiza lateralmente na cabeça do peixe. No interior  do opérculo avistamos as brânquias (guelras) que são extensões da superfície do corpo e localizam-se na cavidade branquial (ou câmara branquial) A estrutura das brânquias permite que haja uma grande área de contacto entre o meio interno e meio externo.  Cada brânquia é constituída por filamentos branquiais e estes, por sua vez,  contêm várias lamelas, ricamente vascularizadas, onde ocorre a hematose branquial.
O fluxo de sangue flui em sentido oposto ao da entrada de água que banha as lamelas branquiais. Desta forma, à medida que o sangue pobre em oxigénio contata com a água mais rica em oxigénio, este passa por difusão para o sangue. Da mesma forma o dióxido de carbono que está em maior quantidade no sangue do que na água que banha as lamelas, passa por difusão para a água.

O movimento da água é controlado pela abertura e fecho da boca coordenado com os movimentos dos opérculos. Quando as fendas operculares estão fechadas, a água entra pela boca passa para a faringe, da faringe para as câmaras branquiais e sai pelas fendas operculares que se abrem.

Fonte: Preparação para os Testes Intermédios 10 - Biologia e Geologia

Hematose traqueal


É constituído por uma rede de canais cheios de ar -Traqueias - que se vão ramificando ao longo de todo o corpo - Traquíolas - que contatam diretamente com os tecido. As extremidades dos traquíolas são fechadas e contêm um líquido que permite a difusão. A difusão é direta, o sistema circulatório não intervém na distribuição dos gases.
Nos pequenos insetos a difusão através das traqueias é suficiente mas para os insetos voadores que necessitam de grande consumo de oxigénio, têm uns sacos de ar que funcionam como reservas de ar e que se localizam juntos aos músculos.



Fonte: http://www.cientic.com/portal/


Hematose pulmonar



Nos vertebrados terrestres, a hematose ocorre em órgãos especializados, os pulmões, basicamente constituídos por uma rede de tubos de diâmetro cada vez menor, que terminam em pequenos sacos, os alvéolos.
Os Mamíferos possuem um sistema respiratório constituído pelas vias respiratórias e pelos pulmões.
As vias respiratórias (fossas nasais, faringe, laringe, traqueia e brônquios) permitem não só o trajecto do ar nos dois sentidos, entre o interior e o exterior dos pulmões, mas também o progressivo aquecimento do ar e a retenção de partículas em suspensão.
Os pulmões, localizados na caixa torácica, são elásticos e constituídos por milhões de alvéolos, que garantem uma área de hematose várias vezes superior à da superfície do corpo. Esta superfície respiratória, recoberta de muco, está separada do sangue apenas pela fina membrana dos capilares sanguíneos.

Fonte: http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/bio10/trocas.gasosas/10.BIO.tegumento.traqueias.htm 

Obtenção de energia

As transformações de substâncias químicas no interior do organismo são designadas por metabolismo. O metabolismo celular refere-se ao conjunto de reações químicas que ocorrem nas células.

  • Anabolismo - conjunto de reações químicas onde há síntese de moléculas complexas a partir de moléculas mais simples, com consumo de energia.
  • Catabolismo - conjunto de reações químicas onde há degradação de moléculas em moléculas sucessivamente mais simples.
Podem considerar-se dois tipos de vias de síntese de ATP:
- vias anaeróbias (sem intervenção de oxigénio): fermentação e respiração anaeróbia;
- via aeróbia (com intervenção de oxigénio): respiração aeróbia.


Fermentação

Certas bactérias, sobreviventes em condições de anaerobiose, só podem recorrer à fermentação como único modo de obtenção de energia. Dizem-se seres anaeróbios obrigatórios. Contudo, existem seres vivos que, recorrendo normalmente à respiração aeróbia como processo de obtenção de energia, conseguem, como alternativa, realizar a fermentação em condições de anaerobiose. É o caso das leveduras e de certas bactérias que são designados por seres anaeróbios facultativos.

A fermentação tem lugar no citoplasma das células e envolve duas etapas sequenciais - a glicólise e a redução do ácido pirúvico.


Fonte: PREPARAR OS TESTES - 10 - Biologia e Geologia

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/importancia-ecologica-economica-microorganismos-620927.shtml


A fermentação é uma via pouco rentável, mas positiva, para a obtenção de energia, saldando-se num ganho de dois ATP. Todavia, as moléculas orgânicas resultantes, como o álcool etílico ou o ácido láctico, ficam, ainda, com uma grande quantidade de energia retida.


Respiração aeróbia

A respiração aeróbia é uma via metabólica realizada com consumo de oxigénio que permite a degradação total da molécula de glicose com um rendimento energético muito superior ao da fermentação. Os organismos onde este processo ocorre como via fundamental de produção de energia designam-se por seres aeróbios.

A respiração aeróbia compreende quatro etapas:
  • Glicólise - é uma etapa comum à fermentação, em que uma molécula de glicólise è desdobrada em duas moléculas de ácido pivúrico. Ocorre no hialoplasma.
  • Formação de acetilcoenzima A - cada molécula de ácido pirúvico é descarboxilada e oxidade antes de constituir uma molécula de acetilcoenzima A (acetil-CoA). Consequentemente, liberta-se uma molécula de CO2 e forma-se uma molécula de NADH. Ocorre na matriz da mitocôndria.
  • Ciclo de Krebs - sequência cíclica de reações responsável pela completa oxidação do substrato orgânico. A acetil-CoA entra no ciclo combinando-se com um dos compostos. As reações seguintes traduzem-se em duas descarboxilações e na redução de quatro moléculas aceitadoras de iões de hidrogénio  e eletrões (três NADH e uma FADH2 ). Deste conjunto de reações resulta, também, a formação de uma molécula de ATP. Ocorre na matriz da mitocôndria.
  • Cadeia transportadora de eletrõesAs moléculas transportadoras de eletrões, o NADH e o FADH2 vão percorrer uma cadeia transportadora de eletrões até chegarem ao oxigénio que é o aceptor final. Esta cadeia transportadora, ou cadeia respiratória é constituída por proteínas existentes na membrana interna da mitocôndria e as moléculas NADH e FADH2 ao passarem pela cadeia vão sendo reduzidas e oxidadas até chegarem o oxigénio, produzindo energia que irá servir para transformar o ADP em ATP (fosforilação oxidativa).
    O Oxigénio quando recebe os eletrões reage com protões da matriz mitocondrial e forma água.

Fonte: PREPARAR OS TESTES - 10 - Biologia e Geologia


Fonte: http://professor-adelson.blogspot.pt/2012/08/metabolismo-energetico-celular.html


BALANÇO ENERGÉTICO DA FERMENTAÇÃO E DA RESPIRAÇÃO AERÓBICA
A respiração aeróbica em termos energéticos e utilizando o mesmo composto químico (a glicose), é muito mais rentável que a fermentação e esta é uma via muito mais rápida de obtenção de ATP.


Fonte: http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/Catabolismo

A percentagem de energia aproveitada na respiração aeróbica de uma molécula de glicose é cerca de 34 a 38% e a da fermentação de 2 a 2,5%. A restante energia fica retida nos produtos finais e a maior parte é libertada sob a forma de calor.


Transporte nos animais

A sobrevivência de um animal depende do contínuo fornecimento de nutrientes e oxigénio a cada uma das suas células bem como da remoção do dióxido de carbono e de produtos do metabolismo por elas produzidos. Estas trocas são facilitadas pelo facto de as células serem banhadas por um meio aquoso onde podem fluir os mais diversos solutos. Nos animais mais simples, a proximidade das células em relação a um meio exterior , fornecedor ou receptor de substâncias, dispensa a existência de estruturas e fluídos de transporte. Tal não acontece nos animais maiores e mais complexos.

Sistemas de transporte

Sistemas de transporte abertos
Num sistema de transporte aberto, o fluido circulante abandona os vasos num determinado ponto do percurso e mistura-se com o líquido intersticial que banha as células (Não há distinção entre o sangue e a linfa, os biólogos chamam a este fluido circulatório hemolinfa). Não existem veias nem capilares. A contracção de um ou mais corações tubulares permite bombear a hemolinfa, para um vaso dorsal, que a distribui e liberta para espaços viscerais, as lacunas. Quando relaxem, os corações abrem orifícios laterais, designados ostíolos, que permitem a sucção da hemolinfa de regresso ao sistema vascular. Este sistema é típico em muitos invertebrados. 

Sistemas de transporte fechados
Quando todo o percurso do sangue é realizado no interior de um sistema de vasos, mantendo características diferentes das do líquido intersticial que banha as células. Este tipo de sistema de transporte encontra-se nas minhocas, em alguns moluscos e nos vertebrados e garante uma velocidade de circulação mais elevada em relação à que se verifica nos sistemas de transporte abertos.

Fonte: Preparação para os Testes Intermédios 10 - Biologia e Geologia

Nos animais vertebrados, como Peixes, Anfíbios, Répteis, Aves e Mamíferos, os sistemas circulatórios fechados, apresentam uma configuração estrutural e funcionamento consonantes com a complexidade e grau evolutivo daqueles organismos.



Fonte: Preparação para o Exame Nacional 2011 - Biologia e Geologia 11


Fonte: Preparação para os Testes Intermédios 10 - Biologia e Geologia


Fluídos circulantes

Um sistema de transporte inclui: Um fluido circulante (sangue ou hemolinfa); um órgão propulsor (coração); um sistema de vasos (e em alguns lacunas) ; fluido que banha as células (linfa ou hemolinfa).

O SANGUE
O sangue é constituído por uma porção líquida que constitui o plasma e uma parte sólida, as células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas sanguíneas).




Plasma sanguíneo
É constituído por água (95%), nutrientes e gases (O2 e CO2). O plasma, para além de transportar estas substâncias, transporta as células sanguíneas.
O plasma constitui cerca de 55% do sangue, os restantes 45% estão reservados aos constituintes celulares (glóbulos brancos e vermelhos e plaquetas sanguíneas).





Glóbulos brancos ou leucócitos
Glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos
Plaquetas sanguíneas ou trombócitos
Função
Defesa do organismo
Transporte de oxigénio e de dióxido de carbono

Mecanismo da coagulação do sangue


Forma
Irregular
Regular, discos bicôncavos
Irregular
Duração
Cerca de uma semana na corrente sanguínea
Cerca de 120 dias na corrente sanguínea

Cerca de uma semana na corrente sanguínea

Origem
Medula vermelha dos ossos, órgãos linfáticos (timo e baço) e gânglios linfáticos

Medula vermelha dos ossos

Medula vermelha dos ossos
Propriedades
Diapedese, fagocitose e produção de anticorpos
Contêm hemoglobina
Intervêm no mecanismo da coagulação do sangue


LINFA
A linfa é o segundo fluido circulatório. Deriva do sangue, é constituído por glóbulos brancos, plaquetas, plasma, nutrientes, cloreto de sódio (sal) e gases (oxigénio e dióxido de carbono). Como não tem glóbulos vermelhos a linfa é incolor ou ligeiramente rosada, pois pode conter um ou outro glóbulo vermelho.
É a linfa que distribui os nutrientes e transporta os gases para o sangue e deste para as células.
Ao contrário do sangue, que anda sempre em vasos sanguíneos, a linfa circula quer em vasos denominados linfáticos quer a circular nos espaços entre as células (interstícios). À linfa que circula em vasos linfáticos chama-se linfa circulante e à que circula nos interstícios das células, a linfa intersticial.
É a linfa intersticial fornece os nutrientes e oxigénio às células e recebe os produtos excretados por estas e, grande parte da linfa entra de novo nos capilares venosos. Com a passagem dos nutrientes e oxigénio para a linfa o sangue, a pressão sanguínea diminui e o sangue torna-se hipertónico, fazendo com a linfa entre para os capilares.
A renovação da linfa é fundamental pois permite que as células obtenham as substâncias que necessitam e que eliminem o que não necessitam.
 
Distribuição de matéria
O transporte nas plantas

As trocas de matéria entre os seres vivos e o seu meio envolvente são contínuas e determinantes para a sua sobrevivência. Se nos seres mais simples as trocas são facilitadas pela proximidade das células ao meio exterior, tal já não sucede nos organismos pluricelulares complexos. É o caso das plantas, cuja viabilidade biológica depende da existência e da eficácia de sistemas de transporte que garantam a mobilização de substâncias para todas as células do corpo vegetal.

Existem plantas que não necessitam de estruturas especializadas para transportar substâncias, são plantas simples e denominam-se AVASCULARES. Nas espécies mais evoluídas, mais complexas existe um sistema de transporte e denominam-se VASCULARES.


Avasculares
Vasculares
Sem semente
Sem semente
Com semente
Briófitas
Pteridófitas
Angiospérmicas (sem flor)
Gimnospérmicas (com flor)
Ex: musgo, algas verdes
Ex: fetos
Pinheiro
Ex: magnólia, roseira...

As plantas vasculares possuem dois tipos de tecidos especializados no transporte de substâncias :
  • O xilema, ou lenho, é responsável pela condução  de água e sais minerais - seiva bruta - das raízes até o topo da planta.
    Existem 4 tipos de células xilémicas:
    - traqueídos;
    - elementos de vaso;
    - fibras lenhosas;
    - parênquima lenhoso.
  • O floema ou Líber, conduz a seiva elaborada nas folhas às outras regiões da planta.
    Existem 4 tipos de células:
    - elementos dos tubos crivosos;
    - células companhia;
    - fibras;
    - células parênquimosas. 

O xilema e o floema encontram-se em todos os orgãos da planta (raiz, caule e folhas).

Fonte: Preparação para o Exame Nacional 2011 - Biologia e Geologia 11


Transporte no xilema

Hipótese da pressão radicular

Segundo a hipótese da pressão radicular, a seiva bruta é impelida, através do xilema, no sentido ascendente, por força de uma pressão formada na raiz. Esta pressão resulta da maior concentração de solutos no interior das células da raiz em relação à solução do solo, geralmente muito diluída, obrigando a água a entrar na raiz por osmose. O gradiente osmótico é mantido à custa do transporte activo de iões, sendo a entrada de água contínua. A acumulação de água na raiz traduz-se numa pressão exercida no xilema que obriga a seiva bruta a subir.

Embora existam evidências, como a exsudação e a gutação, dos efeitos da pressão radicular no transporte de seiva bruta, verificou-se que não é suficientemente forte para explicar uma subida rápida de seiva, sobretudo a grandes alturas. Além disso, algumas árvores, como as coníferas, não apresentam  pressão radicular. Admite-se que a pressão radicular contribua para a ascensão de seiva bruta, mas por si só, é insuficiente para explicar o fenómeno.


Hipótese da tensão-coesão-adesão

Nos dias de calor, a movimentação da seiva bruta pelo xilema pode atingir uma velocidade de 60 cm por minuto, algo compatível com a hipótese da tensão-coesão-adesão. Segundo esta hipótese, há uma relação directa entre a transpiração nas folhas e a ascensão da água no xilema.

Fonte: http/www.simbiotica.org/ 
Na ascensão da seiva bruta intervém os seguintes processos sequenciais:
1- Há perda de água por transpiração. Com esta perda gera-se um défice de água e origina uma força de SUÇÃO, fraca força de TENSÃO que se transmite o xilema e deste até às células da raiz, fazendo com que haja ABSORÇÃO de água por este órgão.
2- As moléculas de água, unem-se por pontes de hidrogénio, à custa da polaridade da molécula, e devido a forças de COESÃO e as moléculas mantêm-se unidas entre si, o que vai facilitar a subida de água em COLUNA.
3- As moléculas de água formam ligações com as paredes dos vasos xilémicos por forças de ADESÃO e facilitam a ascensão da coluna de água.
4- A água sobe e forma uma coluna contínua.
Esta Hipótese funciona apenas se houver uma coluna de água contínua. Quando existem bolhas de ar na coluna, ou quando à descida de temperatura, a água não sobe e a planta recorre à pressão radicular. Se a pressão não for suficiente a coluna de água deixa de funcionar.


Transporte no floema

O movimento de seiva elaborada no interior dos tubos crivosos é explicado pela hipótese do fluxo de massa de Munch.

Fonte: Preparação para o Exame Nacional 2011 - Biologia e Geologia 11



Obtenção de matéria pelos seres autotróficos

Na presença de uma fonte de energia, os seres vivos autotróficos são capazes de produzir matéria orgânica a partir de substâncias minerais, ou seja, conseguem sintetizar o seu próprio alimento. Esta fonte de energia, na grande maioria das formas de vida autotróficas, é a energia luminosa do Sol. No entanto, alguns seres vivos são capazes de utilizar uma fonte diferente, a energia química contida em algumas moléculas inorgânicas.

Os seres fotoautotróficos recorrem à luz como fonte de energia para a produção de matéria orgânica, num processo designado por fotossíntese.

Os seres quimioautotróficos obtêm a energia a partir da oxidação de compostos inorgânicos, num processo denominado quimiossíntese.

ALGUNS CONCEITOS PARA COMPREENDER A FOTOSSÍNTESE


O ATP 
A energia luminosa e a química não são utilizadas diretamente pelas células, parte dessa energia é transferida para um composto - o ATP - ADENOSINA TRIFOSFATO que é fonte de energia que é utilizável pela célula.
As células não têm armazenadas grandes quantidades de ATP e a transferência de energia depende do ciclo ATP - ADP.
Na fotossíntese e na quimiossíntese a produção de ATP é fundamental para a formação dos compostos orgânicos.

Ciclo ATP - ADP
Dá-se a reação de hidrólise (ATP + água), sai um ião fosfato  liberta-se energia (reação exoenergética) e o Trifosfato passa a Difosfato.
Para o Difosfato passar a Trifosfato têm-se de juntar o ião fosfato e liberta-se água, é o processo inverso, chama-se Fosforilação do ADP e a reação é endoenergética (necessita de energia).

Cloroplasto
Os cloroplastos é um organito existente nas plantas e algumas bactérias (cianobactéria). É no cloroplasto que se encontram os pigmentos que são fundamentais na fotossíntese (clorofia a e b).
Os cloroplastos para além da clorofila têm outros pigmentos, por exemplo os carotenos (laranja), mas em menor quantidade.As moléculas de clorofila estão dispostas nas membranas dos tilacóides. A clorofila  é capaz de absorver energia luminosa e transformá-la em energia química.


Fonte: http://www.tudosobreplantas.net/ 

Captação de energia luminosa
Os pigmentos fotossintéticos são substâncias que captam a luz solar e iniciam todo o processo da fotossíntese.
Clorofila absorve radiações de diferentes comportamentos de onda, mas não absorve os que correspondem à cor verde e como os reflete, apresentam essa cor.


Fotossíntese

Fotossistemas
É nas membranas dos tilacóides que existem os pigmentos fotossintéticos agrupadas em fotossistemas.
Existem, conhecidos, dois tipos de fotosistemas I e o II que atuam em conjunto.
A molécula da clorofila do fotossistema II é especializada em absorver energia luminosa com um comprimento de onda 680 nm. A do fotossistema I em energia com comprimento de onda de 700 nm.

Genericamente 
a fotossíntese pode-se traduzir por esta equação:

6 CO2 + 6 H2O --------> C6H12O6 + 6 O2 


Há produção de oxigénio proveniente da água e de glicose do dióxido de carbono.

A fotossíntese compreende dois processos complementares:
        -a fase fotoquímica (reações que dependem da luz),
        -e a fase química (não depende diretamente da luz).


Fase Fotoquímica

Nesta fase, também designada por fase dependente da luz, a energia luminosa, captada pelos pigmentos fotossintéticos, é convertida em energia química, que vai ser utilizada na fase seguinte. Nesta etapa ocorrem:

Fotólise da água:
Desdobramento da molécula de água em hidrogénio e oxigénio na presença de luz:


O oxigénio é libertado e os hidrogénios cedem os seus eletrões, que vão ser captados pela clorofila quando oxida.

Oxidação da clorofila:
 A clorofila, quando excitada pela luz, perde eletrões ficando oxidada. Esses eletrões vão ser transferidos ao longo de uma cadeia de moléculas transportadoras de eletrões até serem captados por um transportador de eletrões, que fica reduzido.

Fosforilação:
Ao longo da cadeia transportadora de eletrões ocorrem reações de oxidação-redução com libertação de energia. Esta energia é utilizada na fosforilação do ADP em ATP num processo denominado fotofosforilção.





Fonte: AREAL EDITORES


Fase química

Nesta fase, também designda por fase não dependente da luz, ocorre a redução do CO2 e a síntese de compostos orgânicos num ciclo de reações conhecido com ciclo de Calvin.


Fonte: http://www.infoescola.com






















É constituída por 3 fases:

1ª Fixação do Carbono
CO2 combina-se com a ribulose difosfato (RuBP) que origina um composto com 6 carbonos instáveis.

2ª Produção de compostos orgãnicos
Este composto instável dá origem imediatamente a 2 moléculas com 3 carbonos cada uma, o ácido fosfoglicérico (PGA).

3ª Regeneração do aceitador
O ATP atua nestas 2 moléculas e estas são reduzidas pelo NDPH, formando o aldeído fosfoglicérico (PGAL). Por cada 12 PGAL, são utilizados 10 PGAL para regenerar a ribulose difosfato.


Para se formar uma molécula de glicose é necessário que o ciclo ocorra 6 vezes gastando-se:
                            - 6 moléculas de CO2;
                            -18 moléculas de ATP;
                            -12 de NADPH.



Quimiossíntese

Os seres quimioautotróficos (grupo de bactérias sulfurosas, nitrificantes e ferrosas), são os protagonistas deste processo. Sintetizam matéria orgânica a partir da oxidação de compostos inorgânicos.
Utilizam a energia proveniente da oxidação na formação de ATP, protões H+ e eletrões, para fixar o dióxido de carbono e sintetizar a matéria orgânica. Os compostos são: amoníaco (NH3), dióxido de carbono (CO2) ou Sulfureto de Hidrogénio (H2S). 

Distinguem-se 2 fases:
1- Dá-se oxidação dos compostos, formam-se  eletrões e protões que são transportado numa cadeia para produzir ATP e NADPH, através da redução do NADP(+).
2- Produção de compostos orgânicos a partir do dióxido de carbono, do ATP e do poder redutor de NADPH.


Fonte: AREAL EDITORES